"O educador nunca estará definitivamente pronto, formado, pois que sua maturação se faz no dia a dia na meditação teórica sobre a prática." (Lukesi)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Oficina de jogos matemáticos

Fotos da oficina
As crianças fazem conjuntos com objetos de todo o gênero.
A matemática não se aprende em livro,
mas manipulando coisas, ordenando, contando.
M.A.Versiane Cunha

Objetivos gerais:
Analisar a importância de se trabalhar com jogos para melhorar a capacidade de aprendizagem da Matemática na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.
Aplicar os conhecimentos adquiridos nesta Oficina em futuras experiências de sala de aula.

Objetivos específicos:
Confeccionar jogos matemáticos, observando seu uso como recursos pedagógicos para ensinar Matemática de maneira lúdica.

Público alvo: alunos (as) do 1º, 2º, 3° e 4º ano do Curso Normal

Jogos para ensinar

A disciplina que pode tirar proveito dos jogos com mais propriedade é a Matemática. E aqui tem algumas dicas de como trabalhar esse recurso pedagógico na sala de aula e ter sucesso de aprendizado na turma.

Frequência
Os jogos matemáticos devem ser trabalhados uma vez por semana para desenvolver o cálculo mental. Os jogos devem ser sempre relacionados como os conteúdos trabalhados em sala.

Aula dinâmica
As crianças dispersam com facilidade e o trabalho somente com a lousa e caderno cansa. Se já ficam cansadas de copiar a matéria imaginem ter que raciocinar para resolver um problema? Já com os jogos as crianças pensam e refletem sem cansar. Além disso, aprendem uns com os outros. Os jogos são importantes para as relações sociais. Segundo Vigostski o desenvolvimento da criança se dá a partir do contato com o brinquedo, o jogo e a brincadeira.

Não só por brincar
É preciso um tratamento didático: não se deve propor o jogo pelo jogo. Em casa a criança já faz isso. A escola deve ter como objetivo ensinar, e qualquer conceito pode ser passado por meio de um jogo se esse for direcionado pelo professor. Para isto o jogo proposto deve está de acordo com a faixa etária da criança e desenvolvimento mental dela naquele momento.

Como escolher
É importante o educador conhecer a zona de desenvolvimento próximo - aquela que abarca tudo que a criança consegue fazer com ajuda de outra pessoa. Se o professor só trabalha na zona real (aquilo que a criança já domina), o ensino tende ao fracasso. Se ele vai além, ou seja, propõe algo que o aluno não consegue jogar, o resultado também é o insucesso. Por esse motivo não se deve escolher o mesmo jogo para turma toda. É preciso observar as dificuldades dos grupos, buscando adequar as possibilidades de aprendizagem.

Definição dos grupos
É responsabilidade do professor escolher os grupos e definir os jogos para cada um na hora de formá-los, as crianças devem ser agrupadas de acordo com os níveis próximos de conhecimento. Um sabe um pouquinho mais (mais não muito mais) com outra que tem menos domínio é o ideal.

Até aos doze anos de idade a criança ainda não adquiriu a capacidade de abstração e é um período em que a criança consegue exerce suas habilidades e capacidades a partir de objetos reais, concretos. Daí a importância de trabalhar com jogos porque facilita a compreensão e a percepção a partir de situações concretas vividas pela criança. Segundo Piaget, o conhecimento lógico-matemático não é retirado diretamente dos objetos, mas da relação estabelecida entre eles pela criança.

Dica:
Deixar o aluno participar da confecção de alguns jogos (aqueles feitos de matérias reciclados ou de outros matérias) também é um bom estímulo para que a prática de jogos em sala de aula fiquem mais interessante e significativa para eles.

Bibliografia

CASTAÑEDA, Carlos, Tijolo por tijolo
CUNHA, M.A.Versiane, Didática Fundamentada na Teoria de Piaget. Editora:Florense-
Universitária. Rio de Janeiro, 1980.
Revista Projeto Educativo especial Matemática

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